• Aug
    26
    Author: Erick Pessoa

    Se você como eu não se cansa de ver essa paisagem tombada pela UNESCO, o hotel Yeatman atende à todas suas preces. Com todos os seus 82 quartos voltados para o rio Douro, da varanda do seu quarto você tem a incrível vista do casario do Porto às margens do rio e este hotel não economiza no conforto, na verdade. nada aqui é de segunda e tudo foi pensado para ter o perfeito equilíbrio entre o conforto, bom gosto e a cultura vinícola. Isso mesmo, vinho é o tema central, principalmente o vinho do Porto. 

    Segundo hotel do mundo a oferecer um spa Caudalie Vinothérapie, utiliza-se das propriedades do vinho e das uvas para diversos (e caros) tratamentos de beleza. Sinceramente, só a vista que é oferecida de todos os quartos é quase um spa em si. 11 dos 82 quartos são patrocinados por vinícolas tradicionais de vinho do Porto, muitas dela com caves que podemos visitar às margens do rio Douro como Croft, Ramos Pinto entre outras. A diferença desses quartos para os outros é a decoração exclusiva, que ficou à cargo de cada uma. Com isso temos pequenos detalhes como garrafas antigas, pequenos pôsteres com propagandas antigas e diferentes combinações de cores da decoração, tudo com excelente bom-gosto. 

    Como disse acima, cada quarto tem uma bela varanda que é brindada com a maravilhosa vista do centro antigo da cidade do Porto. Passei o ano-novo lá e a experiência foi inesquecível, vendo os fogos sobre a cidade do porto, saboreando um ótimo vinho local. A varanda é espaçosa, com aproximadamente 20m2 e tem uma mesa com duas cadeiras, podendo-se até efetuar pequenas refeições apreciando a paisagem. Essa vista é tão importante que até o banheiro tem vista para a varanda caso queira passar um tempo  relaxando na banheira com uma taça de vinho na mão, à lá filmes holywoodianos. 

    Se sua paixão é vinhos, esse hotel sem dúvida vai te atender. Além do spa e quartos temáticos, a piscina infinita (vista espetacular) tem o formato de um decantador e o principal; uma adega com mais de 25.000 garrafas e logicamente uma vasta oferta de vinhos  portugueses, com diversos Porto vintages. 

    Vale dizer também que o hotel tem um approach ecologicamente correto, utilizando-se de painéis solares e também colhendo a água da chuva assim como reciclando a água utilizada em seu prédio. 

    O café-da-manhã é farto, oferecendo desde pratos internacionais como também tradicionais guloseimas portuguesas. Obviamente tudo isso tem um preço mas vou confessar à vocês, poderia ser mais caro. Se um hotel como o Everest no Rio de Janeiro, em Ipanema mas fora da praia e sem vista panorâmica custa R$600, encontrar um quarto com mais de 25m2 e com a vista que oferece por em torno de 200 euros não é algo absurdo para um hotel de luxo e cinco estrelas. Vale dizer que se você reservar com antecedência, consegue suites por 139 euros (que foi o nosso caso).

    Se um dia quiser ter uma vida de rei, apreciando a bela vista que o centro histórico do Porto possa lhe proporcionar, não há nada melhor que o Yeatman. 

     Site: http://www.the-yeatman-hotel.com/en/

    Tags: Hotel,Portugal,Porto,
    Publicado 26th August, 2012 Categoria Porto 0 Comentários Positivo Negativo
  • Aug
    12
    Author: Erick Pessoa

    Restaurantes à beira do Douro na badalada zona das caves em Vila Nova de Gaia tem aos montes mas como gostei muito deste, resolvi escrever um post detalhando minha experiência. 

     O restaurante O Bacalhoeiro me atraiu pelo nome. Como um bom brasileiro, sinto uma necessidade tremenda de comer bacalhau quando em Portugal. Com uma bela decoração moderna, acabei entrando pois como estava sozinho, me senti à vontade de pedir as coisas mais esdrúxulas que me viessem a cabeça. 

    Antes de mais nada, vale dizer que sou bem exigente com a qualidade do prato de bacalhau que como já que fui muito mal acostumado com as incríveis bacalhoadas preparadas pela minha querida Tia Luiza. Não existe no mundo Bacalhau com natas como o que ela prepara. Sendo assim, eu estava preparado para ser bem crítico. Resolvi pedir o que havia de mais diferente para mim no cardápio, que foi uma sopa de bacalhau. Enquanto esperava pedi dois bolinhos de bacalhau e duas pataniscas de bacalhau. Aqui vai a explicação como uma mera curiosidade; o bolinho de bacalhau é feito com batata e a patanisca leva farinha de trigo e tem uma forma de pequenas panquecas. Quando já estava preparado para reclamar da demora dos bolinhos e das pataniscas qual foi minha surpresa quando ambas chegaram quentinhas à mesa? Isso mesmo, quentes! Caso ainda não tenha percebido, em Portugal normalmente os bolinhos de bacalhau são servidos frios ou na melhor das hipóteses, à temperatura ambiente. Eles raramente são fritos na hora. Tanto os bolinhos quanto as pataniscas estavam ótimas e valeram até repeteco. A sopa de bacalhau estava bem saborosa também. 

    No dia seguinte repeti a dose dos petiscos entre uma visita as caves e novamente servidos quentes então não foi um acaso do destino, eles realmente são servidos desta maneira. Não deixe de pedir o azeite de oliva e aplique pelo menos um filete, fica delicioso. Eu particularmente sou viciado em azeite de oliva então dou um verdadeiro banho de azeite nos bolinhos, para espanto do garçom português. Os preços são acessíveis, com um prato individual de bacalhau custando menos de 15 euros. O serviço é aceitável mas nada especial nem super atencioso. 

    Site (que diga-se de passagem não funciona):
    www.obacalhoeiro.com.pt

     

    Endereço:
    Avenida Diogo Leite, 74
    4400-111 Vila Nova de Gaia

    Tel: +351-223-759-408

    Tags: Restaurante,Bacalhau. comida,Porto,Portugal,
    Publicado 12th August, 2012 Categoria Porto 1 Comentários Positivo Negativo
  • Aug
    04
    Author: Erick Pessoa

    Localizado no centro histórico da cidade do Porto, o Hotel Don Infante Sagres é considerado o melhor hotel boutique do Porto e faz parte do grupo Small Luxury Hotels of the World. Localizado entre as estações do metrô Trindade e Aliados, fica perto das principais atrações da cidade como a torre dos Clérigos, Estação de São Bento e até mesmo do cais se quiser caminhar um pouco mais (algo em torno de 15 minutos) e talvez por ser bem central e em um prédio dos idos dos anos 50, não dispõe de garagem então se estiver de carro, terá que pagar estacionamento mas pelo menos é bem próximo do hotel. 

    Logo no check in nos é oferecido uma taça de vinho do Porto, um dos grandes símbolos da cidade. O atendimento na recepção é extremamente eficiente e amigável e na verdade  o serviço em geral do hotel é de alto nível. 

    O lobby e os quartos são decorados em um estilo neo-barroco, o que ajuda a dar um ar luxuoso ao hotel assim com também o deixa com um ar mais histórico se comparado com as decorações modernas de outros hotéis cinco estrelas. Um ponto alto da decoração é o elevador antigo amplo, que tem até sofá dentro.

    Os quartos não são muito espaçosos mas são confortáveis, especialmente a cama. O sistema de ar condicionado é ultra moderno e altamente silencioso. Em termos de tecnologia, ele fica devendo pois a qualidade do sinal da TV não era boa e não oferece internet gratuita. Até pouco tempo a única opção era via wifi da swisscom, comum em hotéis de luxo e caríssima, cobrando 20 euros por dia. Agora pelo menos existe outro serviço que se paga 3 euros por dia para ter acesso à internet no quarto. 

    A maior vantagem do hotel acaba por ser também um dos grandes problemas no fim-de-semana, pelo menos no verão. Por ser bem central e especialmente em uma região relativamente boêmia da cidade, não é raro ter shows com música ao vivo exatamente em frente ao hotel e os frequentadores dos bares saem aos berros por volta das 3, 4 da manhã. Dependendo do quarto que você fique e quão leve seja o seu sono, isso pode se tornar um problema. Nas três noite que fiquei no hotel (quinta à sábado) todas as noites tiveram eventos mas como eu tenho o hábito de dormir tarde, não me incomodou mas ao fazer o check out no domingo de manhã, ouvi um casal pedindo para trocar de quarto exatamente por causa do barulho.  

    O quarto duplo sai em torno de 120 euros, o que é um ótimo preço pelo serviço, localização e conforto. Vale dizer também que neste valor está incluso café-da-manhã continental, onde são oferecidos três pratos quentes (ovos mexidos, bacon, salsicha) e um bufê. Farto mas nada surpreendente.  

    Entre os serviços do hotel, existe um spa (Angkor Wat) que confesso não ter experimentado já que estou vivendo em Xangai, onde massagem aqui é quase tão comum como botequim da esquina no Rio de Janeiro. 

    Conclusão

    Bom preço para um hotel boutique com uma localização e serviço espetacular. Infelizmente, a vizinhança é movimentada e pode afetar quem procura por paz e sossego. 

    Site 

    http://www.hotelinfantesagres.pt/PT/index.html

    Tags: Hotel,Portugal,Porto,
    Publicado 4th August, 2012 Categoria Porto 0 Comentários Positivo Negativo
  • Aug
    01
    Author: Erick Pessoa

    Não tem como se contestar que uma das grandes atrações na cidade do Porto são as caves de vinho de mesmo nome, o que acaba por ser irônico já que na verdade estas ficam em outra cidade, Vila Nova de Gaia. Com tantas caves, como saber qual visitar? Com esse intuito resolvi visitar o maior número de caves em dois dias para poder ao menos elucidar as principais dúvidas que um turista brasileiro possa ter.

    Critérios

    Meu critério foi relativamente simples e direto. De acordo com a AEVP (Associação das Empresas do Vinho do Porto), são 12 caves com visitação e degustação oferecidas em Vila Nova de Gaia. Dessas 12, visitei as sete que já conhecia de nome e se encontram em uma área de relativo fácil acesso para turistas sem carro. 

    Como chegar?

    Se você, como a maioria dos turistas, está hospedado no Porto em vez de Vila Nova de Gaia, estas serian as maneiras mais acessíveis de se chegar às caves: 

    Andando - Porto não é uma cidade grande, pelo contrário. A região central pode ser toda coberta por caminhadas de 20 minutos, meia hora no máximo. O desafio são as ladeiras, presença constante nesta cidade com uma arquitetura quase medieval e suas ruelas estreitas. Pode-se atravessar à pé o Rio Douro pela bela ponte Luis I. A maioria das caves são à beira d’água então são fáceis de se chegar.

    Metrô - A estação Jardim do Morro é a primeira do outro lado do rio. Saindo do centro do Porto, são em torno de 4 estações via linha amarela e custa em torno de 3 euros (ida). O detalhe é que você salta lá no alto do morro e a forma mais fácil, e sinceramente a mais bonita, é pegar o teleférico para o cais. O custo do teleférico é de 8 euros ida e volta e o visual é espetacular. São apenas 5 minutos de viagem. 

    Ônibus de turismo Yellow Bus - Todos eles dão uma passadinha em Gaia então se já estiver afim de fazer um tour pela cidade (11 euros por um dia) pode saltar no cais e ir na cave que escolher. Este é aquele ônibus de dois andares que é aberto em cima.

    Carro - Se estiver de carro alugado, existem vários estacionamentos pelo cais, o principal bem próximo ao teleférico e nem é tão caro. Parei o carro lá por um dia inteiro (mais de 12 horas) e paguei 15 euros. Como visitar as caves em si é algo rápido, realmente carro não é a melhor forma pois já que está aqui, é melhor curtir a lindíssima vista que se tem do Porto.

    Tour pelas caves

    Escolhi o mesmo tipo de passeio em todas as caves. Praticamente todas elas (com exceção da Cruz) oferecem um tour básico e vários tipos de upgrades, focado principalmente nas provas. Quanto mais caro você quiser pagar, melhor será o vinho da prova, obviamente. Em termos de conteúdo do tour, isso não muda com o preço, o conteúdo será o mesmo e vale dizer que não importando a cave que escolha, os guias são excepcionais! Os portugueses estão de parabéns com a qualidade dos guias. Além de saber o script pré-definido no tour, são simpáticos e sabem tudo sobre vinho do Porto, seu preparo e sua história. Além disso peguei tours em português, espanhol, inglês e francês (por causa dos horários pois tive que comprimir quatro visitas em uma tarde) e todos falam perfeitamente os três idiomas além do português. No tour pela Offley o guia se alternava em espanhol e em francês sem nenhum problema e com sotaque zero. Altamente bem treinados. 

     Os tours são quase idênticos em todas as caves. Explicam a origem do vinho Porto, o que faz dele especial e diferente do tradicional vinho de mesa e as variações do vinho (tinto, ruby, tawny, branco e agora o pink) e como essas variações são alcançadas. Essas explicações ocorrem normalmente enquanto caminhamos entre os tonéis onde são envelhecidos os vinhos, com excessão da Cruz, que toda a explicação é feita através de uma TV touchscreen enorme pois a Cruz não tem uma cave aberta à visitação em Vila Nova de Gaia. Na verdade só incluí a Cruz neste artigo pois é um espaço multimídia recém-aberto e eles dão exatamente a mesma explicação e oferecem também provas de vinho. 

     Provas

    Falando em provas de vinho, na verdade o preço que é pago do ticket deve ser para isso. Todas elas oferecem provas de um tawny e um branco. Vale dizer que a Offley foi a única a oferecer o lágrima, vinho do Porto branco novo e mais doce como prova. Logicamente se quiser provar outros, pode-se comprar provas extras. Aqui um ponto para a Cruz e para a Croft, ambas oferecem três provas, incluindo além do tawny e branco, a Cruz oferece o ruby e a Croft oferece o Pink.

    Preço

    A maioria custa 4.5 euros. A Offley e a Croft, talvez por serem fora da orla e requerer uma certa caminhada, oferecem os tours mais baratos (Offley por 2.5 e a Croft, 3 euros). Imbatível é o preço da Cruz, gratuito e com três provas. Mesmo sendo mais cara (5 euros), a Ramos Pinto oferece além da visita à cave, uma visita ao museu Adriano Ramos Pinto, fundador da marca. O museu é muito interessante e extremamente bem conservado. Para nós brasileiros considero quase obrigatória a ida pois Ramos Pinto foi um dos poucos a considerar o mercado brasileiro como fundamental e não o europeu, com isso há várias conexões da cave com o nosso país, artigos de propaganda e até a maquete da fonte que o fundador da cave doou ao Rio de Janeiro. 

    Outras observações

    Algumas caves tem pequenos diferenciais que podem ser bem atrativos. Na Sandeman, os guias estão vestidos como o Don, o que é ótimo para fotos. Se não me engano, tanto a Sandeman quanto a Ramos Pinto ( e acredito outras caves) oferecem descontos caso você queira comprar garrafas e tenha feito o tour, algo em torno de 2 euros por isso se quiser comprar vinhos, não deixe de perguntar. 

    Todas as caves tem lojas e vendem produtos além dos vinhos. Marcas fortes como a Ramos Pinto e a Sandeman vendem até camisetas com suas célebres campanhas publicitárias. A Cálem oferece todas as noites às 6:30PM além do passeio, um show de fado que dura 50 minutos com prova de um tawny reserva (custo deste passeio é de 16 .5 euros).

    Outra dica é para compras. Além do vinho, existem diversos produtos interessantes que podem ser comprados nas caves. Como vinho é o tema, o que posso recomendar são os cálices para vinho do porto que todas vendem com os seus respectivos logos jateados nela. A Sandeman oferece algo ainda mais interessante; um decantador em porcelana no formato do seu logotipo, o Don. Este sai por 20 euros. 

    Conclusão

    Se está no Porto, não se pode deixar de ir. Se tem uma marca que já seja conhecida e de seu agrado, visite-a pois o tour será praticamente o mesmo em todas elas. Se quiser gastar mais um pouquinho e ver um pouco mais de história, a Ramos Pinto oferece a visita ao museu. Se dinheiro é problema, A Cruz oferece explicação e prova de graça. Se ver os tonéis é algo imprescindível e quer economizar ao máximo, a Offley oferece tour por 2.5 euros. 

    Sites

    Ramos Pinto:
    http://www.ramospinto.pt

    Sandeman
    http://www.sandeman.eu

    Cálem
    http://www.calem.pt

    Ferreira
    http://sograpevinhos.pt 

    Offley Forrester
    http://sograpevinhos.pt 

    Croft 
    http://www.croftport.com 

    Espaço Porto Cruz
    http://www.myportocruz.com

    Tags: vinho,Porto,Vila Nova de Gaia,caves,tawny,ruby,barril
    Publicado 1st August, 2012 Categoria Porto 2 Comentários Positivo Negativo
  • Jul
    22
    Author: Erick Pessoa

    Eu sou um grande fã do norte de Portugal e já visitei essa região por diversas vezes e tenho a cidade do Porto no meu coração. Já visitei vários pontos turísticos clássicos que em um futuro breve irei descrever e também já fui à várias caves em Vila Nova de Gaia mas tinha um passeio em específico que sempre quis fazer mas por falta de tempo nunca tive a oportunidade; o passeio de dia inteiro no Rio Douro. 

     Pelo visto existem diversas variações desse passeio mas o que eu mais queria era um que sobe o rio Douro de barco mas existem passeios que vão de trem, ônibus e van. Mesmo subindo de barco o rio, a volta ainda será ou por ônibus ou por trem (ou comboio, como é chamado aqui na terrinha). Sem nenhum critério específico, fui parar com a operadora Barcadouro (www.barcadouro.pt). O passeio em si parte do Cais de Gaia (Vila Nova de Gaia) às 8:30AM e navega o rio Douro até Peso da Régua, chegando lá por volta de 3:15PM. De lá, um trem parte 5:00PM de volta ao Porto, chegando na estação São Bento (estação central da cidade). 

     Vamos agora aos detalhes do tour. Quando compramos o voucher (no verão o valor do tour estava em 65 euros) nos foi enfatizado que o barco partia às 8:30AM em ponto e o operador ficou surpreso quando comentei que estava com o meu próprio carro e a 40 minutos do cais. Com todo esse receio, saímos bem cedo e cheguei sem maiores problemas quase uma hora antes do horário marcado. O tour oferece desconto no estacionamento Luiz I mas este é bem longe, perto da ponte ..... Preferi estacionar mais próximo ao cais, no estacionamento ao lado do teleférico. Por 14 horas de estacionamento, paguei um pouco mais de 13 euros. 

     O embarque assusta um pouco pois não tem organização de fila. Fiquei meio frustado pelo fato deles só deixarem embarcar no navio às 8:30, com isso, era óbvio que não zarparíamos no horário marcado mas sim por volta das 9:00. O embarque também é lento pois cada grupo tem uma mesa pré-definida, aí vem uma dica; quando fizer a reserva, peça lugares na mesa perto  da janela, de preferência do lado esquerdo (usando a proa como orientação) pois terá mais coisas para se ver pela janela e é mais fácil tirar fotos. Se não conseguir um bom lugar, não fique frustrado, o barco tem dois andares e o deck superior é a céu aberto, de onde pode-se tirar ótimas fotos e apreciar a paisagem. O tour não tem muitas explicações (se eu não me engano, quatro ou cinco vezes) que são feitas via auto-falantes em português, inglês e espanhol. O problema é que se estiver nas mesas, é quase inaudível pois com o barulho das pessoas e dos motores se torna impossível ouvir. 

     Não há dúvida que o tour é para se apreciar a bela paisagem do vale do Douro, onde os morros são escarpados para o plantio das uvas que virão a se tornar o mundialmente famoso vinho do Porto. No verão a temperatura na região pode chegar aos 36 graus então é altamente recomendável protetor solar pois como venta bastante, não se sente tanto calor, principalmente se estiver no deck superior do navio. 

     Uma boa dica é levar sua própria garrafa d’água e talvez alguns petiscos. Não sei se foi o fato de ter saído de casa às 7AM ou fome mesmo mas achei bem fraco o fato de dizerem que oferecem café-da-manhã mas na verdade são apenas dois pãezinhos com manteiga ou geléia e café ou suco. E só até ao almoço. Qualquer bebida é paga à parte, inclusive água (80 centavos de euro por 250ml). O almoço foi servido só às 1:40PM, quando eu já estava quase morrendo de fome. Não sei se o menu é o mesmo mas no nosso caso foi uma sopa de batata, carne assada com batatas e um bolo de chocolate. A comida estava surpreendentemente saborosa para comida de um passeio de navio e ainda nos foi oferecido repetições. Acompanhando o almoço, vinho branco e tinto, juntamente com uma garrafa d’água para a mesa. 

     Ao longo da viagem, o barco pára por duas vezes para atravessar duas eclusas mas em nenhum momento podemos desembarcar, a não ser no destino final, Peso da Régua. Chegamos lá por volta de 3:15PM e como o trem só sai às 5:00PM. O que tem para fazer em Peso da Régua? Segundo o próprio guia, nada. A cidade na verdade é uma vila mínima. Tem um pequeno museu do Minho com pouquíssima coisa para se fazer. Existe alguns passeios à vinhas locais. Como já conhecíamos várias vinhas, fomos na garrafeira do seu Oliveira onde podemos comprar vinhos do Porto artesanais de 20, 30 e 40 anos de idade por preços excepcionais (também comentarei em breve). 

     A estação de  trem fica 5 minutos de caminhada do cais do Peso da Régua e é bem pequena. A viagem de trem é tranqüila com uma linda vista de um ângulo diferente do rio Douro. O trem é um trem intermunicipal comum, nada de especial, na verdade é até meio longa, levando mais de duas horas. Bom para tirar uma sonequinha. Saltamos na estação de São Bento então é bom prestar atenção para saltar na estação certa. De qualquer forma o guia irá passar avisando que a próxima estação teremos que saltar. O grande problemas que tivemos é que a estação de São Bento fica distante do cais de Gaia e precisa-se pegar um taxi, que com o trânsito do Porto, pode-se levar um tempo para chegar de volta ao cais (uma corrida de aproximadamente 6 euros). Antes de sair da estação, gaste uns minutos apreciando os lindos mosaicos de azulejos da estação, são espetaculares e um dos poucos em Portugal que é colorido.

     A conclusão é que o passeio vale a pena. Não é perfeito mas por 65 euros um passeio de 11 horas incluindo almoço não é fácil de achar. Isso sem contar que a paisagem do vale do Douro é de se tirar o fôlego. Tendo um dia disponível nessa área, é definitivamente algo que pode ser feito.

    Tags: Douro,Portugal,Porto,boat,barco,cruzeiro
    Publicado 22nd July, 2012 Categoria Porto 1 Comentários Positivo Negativo
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