• Feb
    25
    Author: Erick Pessoa

    Contendo uma das melhores coleções de arte (pintura) européia dos séculos 13 ao 18, este museu ultra bem localizado oferece uma deliciosa viagem pelas principais escolas de pinturas européias.

    Com quase mil  e quinhentos quadros de mestres como Van Eyck, Raphael, Tiziano, Caravaggio, Carpaccio, Rubens, Vermeer e Rembrandt, acaba sendo uma parada obrigatória para quem é um apreciador de boa arte clássica.

    No total são 72 salas meticulosamente divididas entre as escolas de pintura; Italiana, Espanhola, Francesa, Alemã, Flamenga, Holandesa e Inglesa. O prédio é novo, construído em 1998 para unificar as coleções que tinham sido dividas após a 2a Guerra e pela divisão alemã.

    É bom se preparar psicologicamente para gastar no mínimo uma tarde toda, caso queira apreciar só as obras de maior renome. Se decidir apreciar todas as obras expostas, um dia apenas não será suficiente. Para se ter uma idéia, focando principalmente nos quadros apontados pelo audioguia, na minha primeira visita só consegui cobrir as salas dos mestres italianos (a primeira seção do museu) pois o museu acabou fechando e tive que voltar no dia seguinte para terminar o meu “tour”. Isso porque eu cheguei no museu duas horas antes d’ele fechar.

    Sem dúvida o ponto forte do museu são suas coleções de arte italiana e holandesa, que ocupam o maior número de salas com, logicamente, o maior número de pinturas.
    Incluso no preço da entrada está o audioguia (inglês ou alemão) que é bem completo e por isso mesmo, para evitar o meu erro do primeiro dia, você terá que optar ou escolher escutar apenas as obras que lhe interessam ou então estar preparado para umas boas 4 horas de caminhada. Não se preocupe que, por ser um prédio bem moderno, ele é incrivelmente amplo e com vários espaços para se sentar e apreciar as obras.

    Uma dica muito importante; tenha em mente que aqui em Berlim (e acredito na Alemanha inteira) quando o horário de encerramento do museu é X, eles começam a fechar 30 minutos antes, isolando salas e começando a pedir para as pessoas se direcionarem para as portas. Na verdade não só museus como lojas e etc. Então planeje-se pois se você entrar no museu uma hora antes de fechar, na verdade só terá trinta minutos.

    Informações Úteis:

    Horário de Funcionamento:
    3a a Domingo das 10:00 às 18:00
    5a das 10:00 às 22:00

    Preço:
    €8,00 (meia entrada para estudantes)

    Site: http://www.smb.museum/smb/sammlungen/details.php?lang=en&objectId=5

    Como Chegar

     

    Tags: Berlim,Berlin,Galeria dosGrandes Mestres,Gem,Museu,Old Masters Gallery
    Publicado 25th February, 2009 Categoria Berlim 0 Comentários Positivo Negativo
  • Feb
    19
    Author: Erick Pessoa

    O Palácio Charlottenburg é o maior palácio na cidade de Berlim e assim como praticamente todos os prédios foi severamente danificado durante a 2a Guerra Mundial. Hoje totalmente restaurado, sua cúpula é um dos símbolos da cidade junto com a Torre da TV e o Portão de Brandemburgo.

    O palácio foi construído entre 1695-1713 por Frederico, o Grande. Originalmente era a residência de verão do monarca e principalmente sua esposa Sophie Charlotte, que foi responsável pela expansão do que hoje é a área central do palácio e seus imensos jardins e a sua notória cúpula.

    Como ponto turístico da cidade de Berlim, difere de todos os outros mas como a visita à um castelo é quase obrigação quando se visita a Europa, Charlottenburg acaba sendo uma das atrações mais visitadas, até por ser de fácil acesso (fica 10 minutos de caminhada da estação de trens Westend).

    Comparado com outros castelos europeus da mesma época, não chega a ser de tirar o fôlego mas nem por isso deixa de ter o seu interesse. Caso visite no verão, os jardins do castelo são espetaculares. Os pontos imperdíveis do castelo em si são a Sala de Porcelana com mais de 2700 objetos de porcelana Chinesa do século XVI e a capela com uma enorme coroa sendo “carregada” pela águia prussiana.

    O museu perde um pouco o encanto quando se percebe que a grande maioria dos objetos e salas tiveram que ser reconstruídos após a guerra e na verdade muitos objetos foram totalmente destruídos. O que fizeram foram colocar objetos da mesma época de outros castelos que foram totalmente destruídos como o Palácio de Berlim. Nenhuma cama, por exemplo, sobreviveu.

    Esta reconstrução/restauração não tira e mérito nem a importância histórica do palácio.

    O audioguia está incluso na entrada (não oferecem em português) e além de explicar os dois andares do palácio, ainda informa bastante sobre a vida da Rainha Sophie-Charlotte, que deu o nome ao Palacio após sua morte.

    Quando for comprar sua entrada pense bem quanto tempo quer gastar isso porque tem vários tipos de entradas e atrações. Além do palácio principal, ainda pode-se ver a expansão feita por Frederico Guilherme III, o mausoléu do rei Frederico Guilheme, o Belvedere e o Novo Pavilhão projetado por Schinkel. Cada uma dessas atrações cobra uma entrada separada mas se é ofercido uma entrada que permite a visita em todos os palácios administrados pela SPSG (Stiftung Preussiche Schlösser und GärtenBerlin-Brandenburg) com excessão do palácio de Sanssouci. Acaba sendo algo interessante pois a entrada do palácio principal custa €10 e por mais 2 duros você compra o bilhete para todo o dia, tendo ainda a chance para visitar outros palácios e castelos ao redor de Berlim, principalmente em Potsdam, onde fica o famoso palácio de Sanssouci. No mínimo você vai economizar se quiser visitar o mausoléu, o Belvedere e sua exposição de porcelanas da KPM, e a nova ala do castelo de Charlottenburg.

    Informações Úteis:

    horário de funcionamento:
    Palácio Charlotenburg – 3as a Domingos das 10:00 as 17:00
    Ala nova – 4a a 2a
    Belvedere – 3a a Domingos
    Mausoléu – 3a a Domingos

    Preços:
    - Palácio Charlottenburg – €10 (estudante com menos de 30 anos)
    - Entrada para todos os palácios do estado de Brandemburgo (menos Sanssouci) – €12

    Site: http://www.spsg.de/index.php?id=134

    Jardins do palácio (credito da foto: site oficial do Palácio)

    Como chegar

    Tags: Berlim,Berlin,Charlottenburg,Palácio
    Publicado 19th February, 2009 Categoria Berlim 0 Comentários Positivo Negativo
  • Feb
    17
    Author: Erick Pessoa

    O Museu Judaico de Berlim é uma experiência intelectual e sensorial. Localizado na divisa entre Centro (Mitte)  e Kreuzberg, acabou ficando muito próximo do muro quando este existia.

    Photo

    O museu em si não só conta a história do povo judaico na Alemanha desde os tempos romanos mas também é uma imersão na cultura judaica em si. Eu confesso que estava preocupado em ser algo apenas baixo astral, deprimente, focando apenas no Holocausto mas nada disso. O museu segue uma linha que o mais importante é divulgar a cultura do povo judaico, desde sua chegada à região da Alemanha na Idade Média até os dias de hoje. Tem momentos lúdicos  como colocar uma romã de papel com um desejo seu em uma árvore que assim seu desejo será realizado. Teoricamente, pela cultura judaica, a árvore do paraíso era uma árvore de romã e não uma macieira. Bem, como não custava nada, coloquei lá o meu desejo. Você aprende a escrever o seu nome em hebraico, a origem de certas palavras em idish e sua semelhança com o alemão. Além disso, vários ilustres judeus alemães estão representados com suas biografias e objetos pessoais.

    Logicamente o holocausto está presente, com vários objetos das vítimas e principalmente através das experiências sensoriais. Aí que para mim entra o grande diferencial deste museu; a arquitetura. O prédio novo (pois o prédio do antigo museu ainda está sendo utilizado, inclusive é onde fica a bilheteria) projetado por Daniel Libeskind, em si é uma obra de arte toda voltada para que o público “sinta” a história do povo judaico. Com um formato de Estrela de Davi desconstruída e toda irregular, é  dividida em três eixos (Continuidade, Emigração e o Holocausto) que se cruzam, cada um deles levam para determinadas exposições. O da Emigração nos leva para um jardim com o chão angulado (12 graus) com 49 pilares que fazem o público ficar desorientados, como os emigrantes que foram forçados a deixar sua terra natal e se adaptar à novas culturas.O eixo do Holocausto vai ficando cada vez mais estreito com o teto cada vez mais baixo até chegar em uma grande porta de metal, quando você entra, é uma torre de 24 metros de altura, sem aquecimento ou

    A Torre do Holocausto

    ar-condicionado, toda escura só com uma fresta lá no topo. Por essa fresta dá para ouvir os barulhos de fora, ainda mais que em frente ao museu tem um parquinho onde crianças sempre brincam. É praticamente impossível você entrar lá e não se sentir desolado.

    Sem dúvida é um dos melhores museus da cidade e imperdível para qualquer passeio.

    Informações Úteis:

    Entrada: €5,00 para adultos e €2,50 para estudantes e idosos
    Horário : Segundas de 10:00 às 22:00 e de Terças à Domingos de 10:00 às 20:00
    Como chegar (google map)

    Aprendendo Hebraico

    Tags: Berlim,Daniel Libeskind,Museu,Museu Judaico
    Publicado 17th February, 2009 Categoria Berlim 0 Comentários Positivo Negativo
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