• Aug
    01
    Author: Erick Pessoa

    Não tem como se contestar que uma das grandes atrações na cidade do Porto são as caves de vinho de mesmo nome, o que acaba por ser irônico já que na verdade estas ficam em outra cidade, Vila Nova de Gaia. Com tantas caves, como saber qual visitar? Com esse intuito resolvi visitar o maior número de caves em dois dias para poder ao menos elucidar as principais dúvidas que um turista brasileiro possa ter.

    Critérios

    Meu critério foi relativamente simples e direto. De acordo com a AEVP (Associação das Empresas do Vinho do Porto), são 12 caves com visitação e degustação oferecidas em Vila Nova de Gaia. Dessas 12, visitei as sete que já conhecia de nome e se encontram em uma área de relativo fácil acesso para turistas sem carro. 

    Como chegar?

    Se você, como a maioria dos turistas, está hospedado no Porto em vez de Vila Nova de Gaia, estas serian as maneiras mais acessíveis de se chegar às caves: 

    Andando - Porto não é uma cidade grande, pelo contrário. A região central pode ser toda coberta por caminhadas de 20 minutos, meia hora no máximo. O desafio são as ladeiras, presença constante nesta cidade com uma arquitetura quase medieval e suas ruelas estreitas. Pode-se atravessar à pé o Rio Douro pela bela ponte Luis I. A maioria das caves são à beira d’água então são fáceis de se chegar.

    Metrô - A estação Jardim do Morro é a primeira do outro lado do rio. Saindo do centro do Porto, são em torno de 4 estações via linha amarela e custa em torno de 3 euros (ida). O detalhe é que você salta lá no alto do morro e a forma mais fácil, e sinceramente a mais bonita, é pegar o teleférico para o cais. O custo do teleférico é de 8 euros ida e volta e o visual é espetacular. São apenas 5 minutos de viagem. 

    Ônibus de turismo Yellow Bus - Todos eles dão uma passadinha em Gaia então se já estiver afim de fazer um tour pela cidade (11 euros por um dia) pode saltar no cais e ir na cave que escolher. Este é aquele ônibus de dois andares que é aberto em cima.

    Carro - Se estiver de carro alugado, existem vários estacionamentos pelo cais, o principal bem próximo ao teleférico e nem é tão caro. Parei o carro lá por um dia inteiro (mais de 12 horas) e paguei 15 euros. Como visitar as caves em si é algo rápido, realmente carro não é a melhor forma pois já que está aqui, é melhor curtir a lindíssima vista que se tem do Porto.

    Tour pelas caves

    Escolhi o mesmo tipo de passeio em todas as caves. Praticamente todas elas (com exceção da Cruz) oferecem um tour básico e vários tipos de upgrades, focado principalmente nas provas. Quanto mais caro você quiser pagar, melhor será o vinho da prova, obviamente. Em termos de conteúdo do tour, isso não muda com o preço, o conteúdo será o mesmo e vale dizer que não importando a cave que escolha, os guias são excepcionais! Os portugueses estão de parabéns com a qualidade dos guias. Além de saber o script pré-definido no tour, são simpáticos e sabem tudo sobre vinho do Porto, seu preparo e sua história. Além disso peguei tours em português, espanhol, inglês e francês (por causa dos horários pois tive que comprimir quatro visitas em uma tarde) e todos falam perfeitamente os três idiomas além do português. No tour pela Offley o guia se alternava em espanhol e em francês sem nenhum problema e com sotaque zero. Altamente bem treinados. 

     Os tours são quase idênticos em todas as caves. Explicam a origem do vinho Porto, o que faz dele especial e diferente do tradicional vinho de mesa e as variações do vinho (tinto, ruby, tawny, branco e agora o pink) e como essas variações são alcançadas. Essas explicações ocorrem normalmente enquanto caminhamos entre os tonéis onde são envelhecidos os vinhos, com excessão da Cruz, que toda a explicação é feita através de uma TV touchscreen enorme pois a Cruz não tem uma cave aberta à visitação em Vila Nova de Gaia. Na verdade só incluí a Cruz neste artigo pois é um espaço multimídia recém-aberto e eles dão exatamente a mesma explicação e oferecem também provas de vinho. 

     Provas

    Falando em provas de vinho, na verdade o preço que é pago do ticket deve ser para isso. Todas elas oferecem provas de um tawny e um branco. Vale dizer que a Offley foi a única a oferecer o lágrima, vinho do Porto branco novo e mais doce como prova. Logicamente se quiser provar outros, pode-se comprar provas extras. Aqui um ponto para a Cruz e para a Croft, ambas oferecem três provas, incluindo além do tawny e branco, a Cruz oferece o ruby e a Croft oferece o Pink.

    Preço

    A maioria custa 4.5 euros. A Offley e a Croft, talvez por serem fora da orla e requerer uma certa caminhada, oferecem os tours mais baratos (Offley por 2.5 e a Croft, 3 euros). Imbatível é o preço da Cruz, gratuito e com três provas. Mesmo sendo mais cara (5 euros), a Ramos Pinto oferece além da visita à cave, uma visita ao museu Adriano Ramos Pinto, fundador da marca. O museu é muito interessante e extremamente bem conservado. Para nós brasileiros considero quase obrigatória a ida pois Ramos Pinto foi um dos poucos a considerar o mercado brasileiro como fundamental e não o europeu, com isso há várias conexões da cave com o nosso país, artigos de propaganda e até a maquete da fonte que o fundador da cave doou ao Rio de Janeiro. 

    Outras observações

    Algumas caves tem pequenos diferenciais que podem ser bem atrativos. Na Sandeman, os guias estão vestidos como o Don, o que é ótimo para fotos. Se não me engano, tanto a Sandeman quanto a Ramos Pinto ( e acredito outras caves) oferecem descontos caso você queira comprar garrafas e tenha feito o tour, algo em torno de 2 euros por isso se quiser comprar vinhos, não deixe de perguntar. 

    Todas as caves tem lojas e vendem produtos além dos vinhos. Marcas fortes como a Ramos Pinto e a Sandeman vendem até camisetas com suas célebres campanhas publicitárias. A Cálem oferece todas as noites às 6:30PM além do passeio, um show de fado que dura 50 minutos com prova de um tawny reserva (custo deste passeio é de 16 .5 euros).

    Outra dica é para compras. Além do vinho, existem diversos produtos interessantes que podem ser comprados nas caves. Como vinho é o tema, o que posso recomendar são os cálices para vinho do porto que todas vendem com os seus respectivos logos jateados nela. A Sandeman oferece algo ainda mais interessante; um decantador em porcelana no formato do seu logotipo, o Don. Este sai por 20 euros. 

    Conclusão

    Se está no Porto, não se pode deixar de ir. Se tem uma marca que já seja conhecida e de seu agrado, visite-a pois o tour será praticamente o mesmo em todas elas. Se quiser gastar mais um pouquinho e ver um pouco mais de história, a Ramos Pinto oferece a visita ao museu. Se dinheiro é problema, A Cruz oferece explicação e prova de graça. Se ver os tonéis é algo imprescindível e quer economizar ao máximo, a Offley oferece tour por 2.5 euros. 

    Sites

    Ramos Pinto:
    http://www.ramospinto.pt

    Sandeman
    http://www.sandeman.eu

    Cálem
    http://www.calem.pt

    Ferreira
    http://sograpevinhos.pt 

    Offley Forrester
    http://sograpevinhos.pt 

    Croft 
    http://www.croftport.com 

    Espaço Porto Cruz
    http://www.myportocruz.com

    Tags: vinho,Porto,Vila Nova de Gaia,caves,tawny,ruby,barril
    Publicado 1st August, 2012 Categoria Porto 2 Comentários Positivo Negativo
  • Jul
    25
    Author: Erick Pessoa

    Saindo do eixo Porto - Braga, existem vários outros tesouros escondidos ao norte de Portugal. Uma cidade que tem uma belo local para se visitar é Amarante. A praça central é uma verdadeira jóia que vale visitar, tomar-se uma cerveja (ou refrigerante) apreciando a paisagem. 

    Situada à 60 quilômetros do Porto, é extremamente fácil e direto chegar ao centro histórico da cidade. Estrategicamente situado às margens do rio Tâmega o principal ponto turístico da cidade é a igreja de São Gonçalo, na qual só é possível se chegar através da história ponte com o nome do mesmo santo.  

    Eu não fiz nenhum estudo prévio sobre a cidade então quando cheguei ao centro de Amarante, a surpresa foi imensa já que a vista é cinematográfica. Com uma ponte que reza a lenda foi construída por São Gonçalo no século 13, no local onde havia uma ponte dos tempos romanos. Depois de desmoronar em 1763, foi reconstruída e entrou para a história de Portugal em 1803 quando foi ponto de defesa da invasão francesa. A ponte é o  caminho perfeito para se chegar ao impressionante Convento de São Gonçalo, que na verdade era uma igreja antes de 1540.

    Ok, em termos de conventos, mosteiros e igrejas, tem vários que são mais impressionantes que este em Amarante (como o Mosteiro dos Jerônimos em Lisboa) mas a localização e o conjunto arquitetônico com a ponte faz da localização um ponto obrigatório para se parar, tomar uma cerveja ou um refrigerante e apreciar a paisagem, esperando o tempo passar. Se estiver em um mood romântico (e for atlético também), pedalinhos são oferecidos para passeios pelo Rio Tâmega mas só para se chegar ao Rio em si, é preciso encarar uma boa escadaria. 

    Uma boa dica para quem tem um pouco mais de verba é passar uma noite no excelente hotel botique Casa da Calçada, gerenciada pelo grupo Relais & Chateaux, que fica de frente para o mosteiro e a ponte e oferece quartos por preços não-proibitivos para um hotel cinco estrelas deste nível, que na verdade é uma mansão do século XVI totalmente restaurada. 

    Uma curiosidade apontada pelo meu grande amigo Cristiano Silva (@cssil2000), se observar a calçada em frente ao mosteiro, irá reparar que na calçada há um desenho como se fosse a sombra do mosteiro em si, em um estilo meio art deco. Vale como curiosidade. 

    Tags: Portugal,igreja,Amarante,norte
    Publicado 25th July, 2012 Categoria Amarante 0 Comentários Positivo Negativo
  • Jul
    22
    Author: Erick Pessoa

    Eu sou um grande fã do norte de Portugal e já visitei essa região por diversas vezes e tenho a cidade do Porto no meu coração. Já visitei vários pontos turísticos clássicos que em um futuro breve irei descrever e também já fui à várias caves em Vila Nova de Gaia mas tinha um passeio em específico que sempre quis fazer mas por falta de tempo nunca tive a oportunidade; o passeio de dia inteiro no Rio Douro. 

     Pelo visto existem diversas variações desse passeio mas o que eu mais queria era um que sobe o rio Douro de barco mas existem passeios que vão de trem, ônibus e van. Mesmo subindo de barco o rio, a volta ainda será ou por ônibus ou por trem (ou comboio, como é chamado aqui na terrinha). Sem nenhum critério específico, fui parar com a operadora Barcadouro (www.barcadouro.pt). O passeio em si parte do Cais de Gaia (Vila Nova de Gaia) às 8:30AM e navega o rio Douro até Peso da Régua, chegando lá por volta de 3:15PM. De lá, um trem parte 5:00PM de volta ao Porto, chegando na estação São Bento (estação central da cidade). 

     Vamos agora aos detalhes do tour. Quando compramos o voucher (no verão o valor do tour estava em 65 euros) nos foi enfatizado que o barco partia às 8:30AM em ponto e o operador ficou surpreso quando comentei que estava com o meu próprio carro e a 40 minutos do cais. Com todo esse receio, saímos bem cedo e cheguei sem maiores problemas quase uma hora antes do horário marcado. O tour oferece desconto no estacionamento Luiz I mas este é bem longe, perto da ponte ..... Preferi estacionar mais próximo ao cais, no estacionamento ao lado do teleférico. Por 14 horas de estacionamento, paguei um pouco mais de 13 euros. 

     O embarque assusta um pouco pois não tem organização de fila. Fiquei meio frustado pelo fato deles só deixarem embarcar no navio às 8:30, com isso, era óbvio que não zarparíamos no horário marcado mas sim por volta das 9:00. O embarque também é lento pois cada grupo tem uma mesa pré-definida, aí vem uma dica; quando fizer a reserva, peça lugares na mesa perto  da janela, de preferência do lado esquerdo (usando a proa como orientação) pois terá mais coisas para se ver pela janela e é mais fácil tirar fotos. Se não conseguir um bom lugar, não fique frustrado, o barco tem dois andares e o deck superior é a céu aberto, de onde pode-se tirar ótimas fotos e apreciar a paisagem. O tour não tem muitas explicações (se eu não me engano, quatro ou cinco vezes) que são feitas via auto-falantes em português, inglês e espanhol. O problema é que se estiver nas mesas, é quase inaudível pois com o barulho das pessoas e dos motores se torna impossível ouvir. 

     Não há dúvida que o tour é para se apreciar a bela paisagem do vale do Douro, onde os morros são escarpados para o plantio das uvas que virão a se tornar o mundialmente famoso vinho do Porto. No verão a temperatura na região pode chegar aos 36 graus então é altamente recomendável protetor solar pois como venta bastante, não se sente tanto calor, principalmente se estiver no deck superior do navio. 

     Uma boa dica é levar sua própria garrafa d’água e talvez alguns petiscos. Não sei se foi o fato de ter saído de casa às 7AM ou fome mesmo mas achei bem fraco o fato de dizerem que oferecem café-da-manhã mas na verdade são apenas dois pãezinhos com manteiga ou geléia e café ou suco. E só até ao almoço. Qualquer bebida é paga à parte, inclusive água (80 centavos de euro por 250ml). O almoço foi servido só às 1:40PM, quando eu já estava quase morrendo de fome. Não sei se o menu é o mesmo mas no nosso caso foi uma sopa de batata, carne assada com batatas e um bolo de chocolate. A comida estava surpreendentemente saborosa para comida de um passeio de navio e ainda nos foi oferecido repetições. Acompanhando o almoço, vinho branco e tinto, juntamente com uma garrafa d’água para a mesa. 

     Ao longo da viagem, o barco pára por duas vezes para atravessar duas eclusas mas em nenhum momento podemos desembarcar, a não ser no destino final, Peso da Régua. Chegamos lá por volta de 3:15PM e como o trem só sai às 5:00PM. O que tem para fazer em Peso da Régua? Segundo o próprio guia, nada. A cidade na verdade é uma vila mínima. Tem um pequeno museu do Minho com pouquíssima coisa para se fazer. Existe alguns passeios à vinhas locais. Como já conhecíamos várias vinhas, fomos na garrafeira do seu Oliveira onde podemos comprar vinhos do Porto artesanais de 20, 30 e 40 anos de idade por preços excepcionais (também comentarei em breve). 

     A estação de  trem fica 5 minutos de caminhada do cais do Peso da Régua e é bem pequena. A viagem de trem é tranqüila com uma linda vista de um ângulo diferente do rio Douro. O trem é um trem intermunicipal comum, nada de especial, na verdade é até meio longa, levando mais de duas horas. Bom para tirar uma sonequinha. Saltamos na estação de São Bento então é bom prestar atenção para saltar na estação certa. De qualquer forma o guia irá passar avisando que a próxima estação teremos que saltar. O grande problemas que tivemos é que a estação de São Bento fica distante do cais de Gaia e precisa-se pegar um taxi, que com o trânsito do Porto, pode-se levar um tempo para chegar de volta ao cais (uma corrida de aproximadamente 6 euros). Antes de sair da estação, gaste uns minutos apreciando os lindos mosaicos de azulejos da estação, são espetaculares e um dos poucos em Portugal que é colorido.

     A conclusão é que o passeio vale a pena. Não é perfeito mas por 65 euros um passeio de 11 horas incluindo almoço não é fácil de achar. Isso sem contar que a paisagem do vale do Douro é de se tirar o fôlego. Tendo um dia disponível nessa área, é definitivamente algo que pode ser feito.

    Tags: Douro,Portugal,Porto,boat,barco,cruzeiro
    Publicado 22nd July, 2012 Categoria Porto 1 Comentários Positivo Negativo
  • Jun
    14
    Author: Erick Pessoa

    Encontrar um restaurante realmente regional e bom é sempre um desafio, especialmente quando se está do outro lado do mundo. Por isso, posso dizer que o Latina, uma churrascaria brasileira, tem a difícil missão de atender às minhas expectativas, especialmente porque sou um brasileiro amante da boa carne.

    Todo brasileiro sabe como uma churrascaria funciona: garçons circulando com espetos oferecendo vários tipos de carne, mais do que qualquer ser humano possa ingerir, tudo por um preço fixo. Além da carne, ainda tem o bufê com outros pratos e as guarnições que você escolhe antes mesmo de o rodízio começar e que estão ali, na verdade, para roubar sua atenção das carnes.

    O restaurante Latina quase atinge a perfeição nos itens acima. Eles têm o rodízio de carnes, com boa qualidade mas não tanta variedade quanto no Brasil, o que é compreensível, uma vez que estamos em Xangai, e não no Rio. Pelo menos oferecem picanha, filet mignon, coração de galinha e por aí vai. Ainda existem umas adaptações locais, como peixe no espeto, o que nunca vi no Brasil (você pode até ver salmão, mas nunca no espeto). Dois itens são dignos de menção aqui: o Latina oferece pão de queijo e mussarela na brasa, e são ótimos. O que senti falta foi de uma variedade maior de guarnições, já que o Latina só oferece batatas fritas.

    Se você não curte muito carne, não se preocupe, estão incluídas no preço outras comidas tradicionais brasileiras, como feijão com arroz e farofa de ovo, saladas e outros pratos que farão você se sentir em casa. Toda vez que provo o feijão, fico com lágrimas nos olhos, pois o sabor é igualzinho ao lá de casa.
    Dependendo da filial que você visitar, pode até ser servido por um garçom brasileiro, que normalmente está bem feliz e serve muito bem. A decoração não é 100% estilo brasileiro, mas dá uma pincelada nas nossas paixões: na escada para o segundo andar, você poderá ver autógrafos e camisas de várias lendas do futebol, como Pelé e Zico. Além disso, samba é a trilha sonora constante nos alto-falantes.
    O preço não é barato. O rodízio custa em torno de 200RMB (55 reais), o que eu, na verdade, considero bem justo pela qualidade e quantidade de carne que é oferecida. O problema ocorre quando comparamos os preços das bebidas. Se você pedir a tradicional caipirinha, pagará incríveis 80RMB (21 reais) por ela, e não pense que isso é só com drinks alcoólicos: uma garrafinha de água custa 32RMB (8 reais), um absurdo, se compararmos com a de 2 litros da mesma marca, que é vendida em qualquer supermercado por 2RMB (50 centavos). O que posso dizer é que essa prática não é exclusividade do Latina; no Brasil, as churrascarias também cobram bem caro pelas bebidas e sobremesas. O lucro nas bebidas ainda é ajudado pelo fato de a carne normalmente ser bem salgada, mas, mesmo assim, os preços das bebidas aqui são bem mais altos que os praticados no Brasil.

    Levando tudo isso em consideração, senti falta de outros produtos tradicionais brasileiros, como o refrigerante de guaraná, alguma cerveja brasileira, como Brahma ou Antártica, ou até mesmo sucos, como de maracujá, manga ou acerola.

    Preciso comentar que as sobremesas aqui são parte do bufê, então não deixe de experimentar o pudim de leite condensado ou o doce de leite. Deliciosos.

    No geral, se você está com um dinheirinho sobrando no final do mês, é o local ideal para se ter um gostinho do Brasil, mas evite beber muito.

    Informações Úteis
    Endereço: Unit 2, Bldg 18, Bloco Norte, Xintiandi, Lane 181 Taicang Lu
    Tel: 6320-3566
    Email: latina@uninet.cn
    Horário de Funcionamento: todos os dias das 10:00AM - 2:00AM
    Todos os cartões de créditos são aceitos
    Como chegar

    Tags: restaurante,Brasil,rodízio,churrascaria
    Publicado 14th June, 2010 Categoria Xangai 7 Comentários Positivo Negativo
  • May
    31
    Author: Erick Pessoa

    Um dos maiores desafios para quem mora em Xangai e não domina o mandarim (ou o xangainês, dialeto local) é se comunicar com os motoristas de táxi e chegar exatamente aonde quer. 

    Se você tem um iPhone, existem diversos aplicativos que podem ajudá-lo neste caso. Decidi testar o mais caro de todos. A Hoodhot oferece o Shanghai Taxi Guide por US$ 9,99. Com mais de 700 localidades oferecidas neste app, você pode escolher entre restaurantes, serviços, compras e até mesmo academias de ginástica.

    A interface é bem simples, lembrando muito o app nativo de Contatos, o que pode ser uma decepção por um lado mas bem fácil por outro, já que você claramente saberá o que fazer quando executar o app. Há um campo de busca no topo se por acaso você já souber o que está procurando; caso contrário, você pode navegar pelos estabelecimentos cadastrados, escolhendo, por exemplo, um restaurante para ir. 

    Se você tiver seus locais favoritos, pode marcá-los e, assim, facilitar a próxima busca; se por acaso a localidade que você procura não estiver cadastrada, você pode cadastrá-la. Na última versão, a Hoodhot faz um bom uso do GPS, mostrando localidades próximas de sua posição.

    A maioria dos cadastros de localidades tem informações completas, como site, e-mail, telefones e, obviamente, o endereço, mas o principal do app é o botão Show Taxi Card, para mostrar ao motorista o endereço em caracteres chineses em modo landscape bem visível. Isso ajuda incrivelmente, uma vez que, se você tentar pronunciar o endereço em mandarim, terá grandes chances de o motorista nem imaginar que você está falando mandarim.

    O aplicativo tem alguns bugs. Tentei adicionar um restaurante, mas o nome em pynyin (escrever chinês com o alfabeto ocidental) tinha uma apóstrofe (Ya’nan Rd), e toda vez que eu clicava salvar, nada era armazenado. Além disso, o campo de e-mail é muito curto, então um endereço como  “mexicanrestaurantadobo@gmail.com” não cabe. Mandei uma mensagem para os desenvolvedores e eles prontamente me responderam agradecendo e informando que já enviaram um upgrade para a iTunes Store corrigindo esses bugs e adicionando mais localidades. A ideia é atualizar regularmente a listagem e, no futuro, até armazenar em um servidor, facilitando a atualização.

    Se você for ficar um tempo em Xangai, este é um excelente app para ter no iPhone.

    Link para o app (itunes) 

    Tags: iphone,app,Xangai,
    Publicado 31st May, 2010 Categoria Xangai 0 Comentários Positivo Negativo
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